domingo, 6 de maio de 2012

Engraçado, fofo e interessante ao mesmo tempo, ensina como ensinar as crianças a lidar com o bullying.


Vídeo Para Nooooooooooossa Alegria, vale a pena ver ;)


WIKIPÉDIA E WIKCIONÁRIO

Nunca tinha aberto o site do Wikipédia, todas as vezes que eu o acessei foi em razão dele aparecer como resultado de pesquisas que faço pelo Google. Fiquei surpresa com o fato de qualquer pessoa poder modificar e/ou alterar o conteúdo lá descrito; por outro lado como o canal é aberto, a preocupação com a veracidade do que é ali relatado deixa sempre dúvida perante ao conteúdo procurado.

 A questão dos sites confiáveis realmente é preocupante, a origem do que é realmente fundamentado ou não na rede me deixa mais alerta ainda com relação a forma como podemos fazer “plantar” essa dúvida também do aluno, não é só chegar e pesquisar é preciso comprovar se os fatos tem fonte seguras.

 Agora, imaginem vocês se eu não tinha conhecimento nem do site do Wikipédia, do Wikcionário então? Nem pensar. Achei realmente interessantíssimo, pois vai além do significado real da palavra, podemos trabalhar com nossos alunos todos os sentidos da palavra, inclusive no sentido figurado.

 Mas deixando as dúvidas e as “surpresas” para lá, achei uma definição interessante na Wikipédia sobre um assunto recorrente em sala de aula, que é a questão dos Distúrbios/ Dificuldades de Aprendizagens, e que com certeza todas nós temos casos assim hoje.

Dificuldades de aprendizagem
Dificuldade de aprendizagem, por vezes referida como desordem de aprendizagem ou transtorno de aprendizagem, é um tipo de desordem pela qual um indivíduo apresenta dificuldades em aprender efetivamente. A desordem afeta a capacidade do cérebro em receber e processar informação e pode tornar problemático para um indivíduo o aprendizado tão rápido quanto o de outro, que não é afetado por ela.

Características gerais
A expressão é usada para referir condições sócio-biológicas que afetam as capacidades de aprendizado de indivíduos, em termos de aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas, e abrange transtornos tão diferentes como incapacidade de percepção, dano cerebral, disfunção cerebral mínima, autismo, dislexia e afasia desenvolvimental. No campo da Educação, as mais comuns são a Dislexia, a Disortografia e a Discalculia.

Um indivíduo com dificuldades de aprendizagem não apresenta necessariamente baixo ou alto QI: significa apenas que ele está trabalhando abaixo da sua capacidade devido a um fator com dificuldade, em áreas como por exemplo o processamento visual ou auditivo. As dificuldades de aprendizagem normalmente são identificadas na fase de escolarização, por profissionais como psicólogos, através de avaliações específicas de inteligência, conteúdos e processos de aprendizagem.

Embora a dificuldade de aprendizagem não seja indicativa do nível de inteligência, os seus portadores têm dificuldades em desempenhar funções ou habilidades específicas, ou em completar tarefas, caso entregues a si próprios ou se encarados de forma convencional. Estes indivíduos não podem ser curados ou melhorados, uma vez que o problema é crónico, ou seja, para toda a vida. Entretanto, com o apoio e intervenções adequados, esses mesmos indivíduos podem ter sucesso escolar e continuar a progredir em carreiras bem sucedidas, e mesmo de destaque, ao longo de suas vidas.

Distinção de outras condições
Indivíduos com um QI abaixo de 70 são geralmente caracterizados como portadores de retardo mental, deficiência mental ou dificuldades cognitivas e não são compreendidos na maioria das definições sobre dificuldades de aprendizagem, uma vez que neles essas dificuldades estão ligadas diretamente ao seu baixo QI. Em contraste, indivíduos que apresentam dificuldades de aprendizagem têm potencial de aprendizagem tanto quanto outros indivíduos de inteligência mediana, mas muitas vezes são impedidos de alcançar esse potencial.

Na Grã-Bretanha a expressão "dificuldades de aprendizagem" é frequentemente e de maneira confusa usada como sinónimo de "retardo mental" devido ao estigma social ligado ao último termo. Entretanto, isto não é reconhecido internacionalmente, e o termo correto para indivíduos com QI abaixo de 70 continua a ser retardamento mental.

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é frequentemente estudado em conexão com as dificuldades de aprendizagem, mas atualmente não está compreendido nas definições padrão de dificuldades de aprendizagem. É verdade que indivíduos com TDAH debatem-se com a aprendizagem, mas com frequência podem aprender adequadamente, uma vez que estejam adequadamente tratados/medicados. Uma pessoa pode ter TDAH mas não possuir dificuldades de aprendizagem, ou ter dificuldades de aprendizagem mas não apresentar TDAH.

Também é comum a confusão entre dificuldades de aprendizagem e as chamadas Necessidades Educativas Especiais assim como com as chamadas Inadaptações por Déficit Socioambiental. De modo geral, a criança com dificuldades de aprendizagem:

- Apresenta uma linha desigual em seu desenvolvimento;

- As suas dificuldades de aprendizagem não são causadas por pobreza ambiental;

- As suas dificuldades de aprendizagem não são causadas por atraso mental ou transtornos emocionais.

Dessa forma, só é procedente referir dificuldades de aprendizagem em relação a crianças que:
- Apresentam um quociente intelectual normal, muito próximo da normalidade ou mesmo superior;

- Possuem ambiente sóciofamiliar normal;

- Não apresentam deficiências sensoriais e nem afecções neurológicas significativas;

- O seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

TRABALHANDO COM POEMAS


A escolha do poema “Jogo de Bola” da Cecília Meireles se deve ao fato de os alunos do 2º ciclos terem verdadeira paixão pelas brincadeiras com bola, facilitando assim a aproximação das crianças com o poema em análise.

1. Objetivos
- Estimular a prática de leitura de poemas; 
- Promover a aproximação do aluno com o texto poético; e
- Favorecer o desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, imaginação através da leitura do texto poético.

2. Metodologia:

1ºMomento:
Para motivar o início da aula o(a) professor(a) traz para sala de aula uma bola e propõe a brincadeira "Perguntas e Respostas", que consiste em fazer uma pergunta e jogar a bola em direção a uma criança para que ela responda a pergunta. Para começar a brincadeira é importante que o(a) professor(a) faça a pergunta para direcionar a temática que será discutida como por exemplo: Que tipo de jogos eles mais gostam? Por quê? Quais os maiores problemas que eles enfrentam nas partidas? Que jogos participam meninos e meninas? Como eles vêem o futebol feminino? O que eles aprendem com os jogos? Quais os melhores jogadores da sala, do colégio, do estado e do Brasil? O que acham dos salários dos jogadores brasileiros? A discussão deve ser ampliada como forma de conhecer o nível de compreensão da turma sobre a temática.

2ºMomento:
Distribuição do poema, neste momento o (a) professor(a) distribui o texto sem tecer considerações, apenas orienta que todos leiam silenciosamente uma ou mais vezes. O tempo para a leitura é fundamental para que as crianças se familiarizem com o poema. Posteriormente o(a) professor(a) deve abrir o espaço para realização da leitura em voz alta pelos alunos. Depois, o(a) professor(a) faz a leitura de forma expressiva. Após esse momento de leitura partilhada os(as) alunos(as) são motivados (as) a apresentarem suas impressões, sentimentos, opiniões sobre o poema: O que acharam do texto? Que verso gostaria de destacar? Por quê? Que sentimentos, idéias o poema faz surgir? Quem gostaria de reler algum verso?


JOGO DE BOLA
     Cecília Meireles

A bela bola rola:
A bela bola do Raul

Bola amarela
A da Arabela

A do Raul
Azul

Rola a amarela
E pula a azul

A bola é mole
É mole e rola.


A bola é bela,
É bela e pula.

É bela rola e pula,
É mole , amarela, azul.

A de Raul é de Arabela,
E a de Arabela é de Raul.


3. Outras sugestões:
Para ampliação desse trabalho, sugerimos que o professor (a) traga para a sala de aula outros tipos de textos que abordem a temática jogo de bola, como por exemplo músicas, crônicas e outros tipos de textos.



3.1 Música: É uma Partida de Futebol (Skank) 
Essa música aborda a relação entre o futebol e a situação sócio-econômica da maioria da população brasileira. O compositor através de um ritmo que contagia boa parte da juventude consegue mostrar a contradição que existe entre a miséria dos favelados e o sonho que a maioria da população tem de ser jogador de futebol. Essa discussão nos parece pertinente, haja vista que desde cedo precisamos contribuir com a formação de pessoas que pensem criticamente sobre essa realidade para reconstruí-la com base em outros princípios.
É uma partida de Futebol


Bola na trave não altera o placar
Sem ninguém para cabecear
Bola na rede para fazer um gol
Como jogador
Quem não sonhou
Em fazer um gol, ser jogador
de futebol?

A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda
É uma partida de futebol

Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha


Não adianta
Não há garganta que não pare de berrar

A chuteira veste a meia que veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde é o gramado
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora
É uma partida de futebol

O meio campo é o lugar dos craques
Que vão levando o time todo para o ataque
O centro avante, o mais importante
Que emocionante
É uma partida de futebol
O meu goleiro é um homem de elástico
Só os dois zagueiros tem as chaves do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mais que beleza, com certeza

É uma partida de futebol.

Atividade adaptada do site: www.leituracritica.com.br